MISSIONAL "AFIRMAÇÕES"

Postado por Pr Paulo Cézar , segunda-feira, 16 de maio de 2011 segunda-feira, maio 16, 2011


1. Autoridade: Como uma revelação sobre a natureza de Deus, só podemos compreender verdadeiramente a missão de Deus por aquilo que é revelado através das Escrituras. Portanto, nossa compreensão da missio Dei e a Igreja missionária deve sempre ser dirigida e moldada por, e não pode ser contrária, Palavra revelada de Deus nas Escrituras.

2. Evangelho: Afirmamos que Deus, que é mais santo do que podemos imaginar, olhou com compaixão para a humanidade composta de pessoas que são mais pecadores que nós vamos admitir e enviou Jesus para a história para estabelecer o Seu reino e reconciliar as pessoas e consigo o mundo.  Jesus, cujo amor é mais extravagante do que podemos medir, deu a Sua vida como uma morte substitutiva na cruz e foi ressuscitado fisicamente, assim, propiciar a ira de Deus. Através da graça de Deus, quando uma pessoa se arrepende de seus pecados, confessa o Messias, o Senhor, e acredita na Sua ressurreição, eles ganham o que a Bíblia define como vida nova e eterna. Todos os crentes são então reunidos na igreja, uma comunidade de aliança de trabalho como "agentes de reconciliação" para proclamar e viver o evangelho.

3. Reino: Afirmamos que o evangelho é a boa notícia do Reino de Deus. O Reino é a regra ativa e abrangente de Deus sobre sua criação. O reinado soberano de Deus traz a justiça (relacionamento correto com Deus, aos outros e de criação), a justiça restaura, e traz a cura para um mundo quebrado. O Reino de Deus foi inaugurado, mas ainda é "ainda não". Não será totalmente revelado até que Jesus volte. A igreja, nascido na esteira do reino, serve como um agente do Rei no "já e ainda não" do Reino de proclamar e difundir o Evangelho e viver as suas implicações.

4. Missão: Nós afirmamos que a Missio Dei é a missão do Deus trino para glorificar a Si mesmo. Deus faz neste mundo, redimindo o homem pecador e, no futuro, restaurando a criação corrompida. O Pai enviou seu Filho para realizar este resgate e envia o Espírito para que aplique esta redenção aos corações dos homens e mulheres. Incluído na missão de Deus é a Eclésia Missio qual Ele capacita a igreja para um testemunho e um serviço que leva a testemunha. Os crentes são chamados a compartilhar o evangelho com as pessoas para que elas possam vir a conhecer Cristo. Mover-se de Deus, através da igreja, para o mundo, os resultados da obra redentora de Deus em pessoas de toda tribo, língua e nação de responder ao longo da vida na adoração de Deus. Em última análise, a Missio Dei vai abranger toda a criação, quando Deus cria um novo céu e nova terra.

5. Igreja: A Igreja é sinal e instrumento do Reino de Deus, nascido do Evangelho do Reino e com a missão do Reino. A igreja é uma comunidade de aliança de crentes imperfeita, mas redimiu que vivem em nosso mundo. Os seguidores de Cristo não vive a sua missão de forma isolada, mas sim o Espírito de Deus envolve os crentes em comunidades cristãs locais, ou seja, igrejas. É na e pela comunidade como a sua missão no mundo é reforçada.

6. Cristocêntrica: Nós acreditamos que Jesus é o centro do plano de Deus. Por extensão, a igreja como o corpo de Cristo é o meio principal da missão de Deus para o Seu mundo. Afirmamos que enquanto o trabalho e a presença de Deus não se limita à igreja, não obstante a proclamação do evangelho de Cristo vem através da igreja e os crentes em todos os lugares. Os membros da igreja, vivendo pelo poder do Espírito Santo, estão sendo conformados à semelhança de Cristo em suas atitudes e ações.

7. Discípulo de decisões: Acreditamos que discipular as nações é o aspecto essencial da missão de Deus (Mateus 28:18-20). O evangelho conclama as pessoas a responder com fé e arrependimento para a boa notícia do Reino e em pelo poder do evangelho. O amadurecimento dos crentes é inerente ao trabalho da igreja inaugurou aqueles que colocam a fé em Jesus desde a infância espiritual para a maturidade espiritual (Colossenses 1:28). Isto significa que a igreja treina seus membros para serem líderes em ações de justiça e do ministério para os pobres, assim como viver as implicações de sua fé nos negócios, nas artes, na política, na academia, no lar, e em toda a vida. Como a igreja faz discípulos, ele prepara-los para levar sua fé para suportar em cada área de sua vida, privada e pública.

8. Dualidade: Nós acreditamos que a missão e a responsabilidade da igreja inclui tanto a proclamação do Evangelho e a sua demonstração. De Jesus, aprendemos que a verdade deve ser proclamada com autoridade e vivida com  graça. A igreja deve estar constantemente a evangelizar, responder com amor às necessidades humanas, assim como "procurar o bem da cidade" (Jeremias 29:7). Ao viver as implicações do evangelho, a igreja missionária oferece uma defesa verbal e um exemplo vivo de seu poder.

9. Universalidade: Nós acreditamos que a missão de Deus e, portanto, a missão de seu povo, se estende a todo povo, nação, tribo, e língua, com pessoas de todo gênero, idade, escolaridade, posição social e crença religiosa (ou falta dela). Assim, uma igreja missionária que intencionalmente abraçar a diversidade local e irá cruzar as barreiras sociais, culturais e geográficas, como agentes da Missio Dei. A missão de Deus, além disso, universalmente engloba todos os aspectos da vida: pessoal, familiar, social, cultural e econômico. Esta é fundamentada na autoridade universal e senhorio de Jesus Cristo.

10. Aplicação: Acreditamos que a missão da Igreja continua na multiplicação e maturação dos seguidores de Cristo (discipulado), aumentando o número de congregações (plantação de igrejas) dedicada ao reino de Deus (que vivem sob o seu senhorio), estendendo-se a fama de Deus por toda a terra (adoração), e fazer o bem em nome de Cristo (as obras de misericórdia).

MISSIONAL

Postado por Pr Paulo Cézar , segunda-feira, maio 16, 2011


PREÂMBULO.
Posto aqui mais um texto interessante para a compressão da “Mision Dei” escrito por Dan Kimball e outros articulistas espero que gostem.
Deus é um Deus de envio, um Deus missionário, que chamou o Seu povo, a igreja, para serem agentes missionária de Seu amor e glória. O conceito missional sintetiza esta idéia. Este manifesto visa servir a igreja, clarificando a sua vocação e ajudá-la teologicamente compreender e vivem praticamente a missão de Deus no mundo de hoje. Embora seja dito com frequência que "a igreja de Deus tem uma missão", segundo a teologia missionária, uma expressão mais precisa é "missão de Deus tem uma igreja" (Efésios 3:7-13).
Um dos objetivos da teologia é a salvaguarda do significado das palavras, a fim de manter a verdade e articular uma visão bíblica do mundo dentro da comunidade de fé. Resgatando a integridade da palavra missional é especialmente crítico. Não é nossa intenção (ou dentro de nossas possibilidades) para definir palavras para os outros, mas nós pensamos que é útil para descrever e definir a forma como estamos usando o termo e para convidar outras pessoas a fazerem o mesmo. A biblicamente fiel compreensão, missionária de Deus e da igreja é essencial para o avanço do nosso papel na sua missão e, assim, o dinamismo do cristianismo no mundo.
É preciso primeiro ter claro o que não significa missional. Missional não é sinônimo de movimentos tentando contextualizar culturalmente o cristianismo, implementar o crescimento da igreja, ou se engajar em ações sociais. O missionário da palavra pode abranger todos os itens acima, mas não está limitado a qualquer um destes.
Compreender adequadamente o significado da missão começa com o reconhecimento da natureza missionária de Deus. O Pai é a fonte da missão, o Filho é a personificação dessa missão, e a missão é feito no poder do Espírito. Por natureza, Deus é o "envio de um" que inicia o resgate de sua criação. Jesus sempre falou de si mesmo como sendo "enviado" no evangelho de João e, posteriormente, comissionou seus discípulos para este mesmo fim (João 17:3, 8, 18, 21, 23, 25). Como o "enviado" povo de Deus, a igreja é o instrumento da Sua missão (João 20:21).
Uma sólida base no Evangelho, á obediência a Cristo e a postura para o mundo são componentes críticos para os indivíduos e as igrejas vivam  missionalmente. Uma comunidade missionária é uma missão que considera como o impulso a sua origem e princípio organizador (Atos 1:8). Ele toma decisões nesse sentido, acreditando que Cristo envia os Seus seguidores no mundo, assim como o Pai O enviou ao mundo.
A Igreja, portanto, devidamente encoraja todos os crentes a viver a sua vocação principal como embaixadores de Cristo (2 Coríntios 5:20) para aqueles que não conhecem Jesus. O ministério da reconciliação é aplicável tanto a sua cultura nativa e no ministério transcultural todo o mundo. Nesse sentido, todo crente é um missionário enviado pelo Espírito para uma cultura não-cristã ativando toda a sua vida na busca de participar mais plenamente na missão de Deus.
Missional representa uma mudança significativa na forma como entendemos a igreja. Como o povo de um Deus missionário, estamos confiados a participar do mundo da mesma forma que Ele faz, comprometendo-se a ser Seus embaixadores. Missional é a perspectiva de ver as pessoas como Deus faz e para exercer a atividade de alcançá-los. A Igreja em missão é a Igreja como Deus planejou. 

MISSIONAL MANIFESTO.

Postado por Pr Paulo Cézar , segunda-feira, maio 16, 2011


Definir o que entendemos por "missional" é importante

As definições são importantes. Especialmente ao longo dos últimos anos tenho visto palavras como "salvação", "inspiração", "inferno", "evangelho" centrista "caminho" “ evangélicos ", tudo isso significa muitas coisas diferentes dependendo de quem você perguntar. Descobri que já não posso apenas supor como alguém define que a palavra é a mesma de como posso defini-lo. Até que você sonda para descobrir o que uma pessoa significa especificamente por uma palavra, você simplesmente não sabe. Então, ele fica confuso e até mesmo surpreendente, às vezes.
A "igreja emergente", termo que foi popular há quase uma década agora, certamente tem certa confusão como ele desenvolveu várias definições e significativas diferenças teológicas. Assim muitos de nós parou de usá-lo por causa da confusão. Até certo ponto o que está acontecendo com a palavra "missional". Eu sei como eu tenho sondado algumas definições ou práticas daqueles que usam o termo - Eu descobri que pode significar muitas coisas diferentes. A palavra em si precisa de definição, porque se houver uma "missão" não  missionária, é necessário que haja algum tipo de métrica de medição para ver se a missão é ainda  transmitida com  sucesso.
Assim, algumas definição é necessária para descrever o que você quer dizer quando você usa esse termo.
Nos últimos anos Ed Stetzer, Alan Hirsch, Tim Keller, Bergquist Linda, eu e alguns outros em forma de uma definição, pelo menos, o modo como pensamos o termo "missional". Eu sei que haverá outros que não vêem necessariamente missional definido desta maneira. Por nós  escrever isto, não significa que estamos fazendo uma reclamação sobre a definição de missional. Eu imagino que há outros que têm definições diferentes e tantas pessoas incrivelmente missional lá fora, que pode escrever definições maravilhoso. Mas alguns de nós queria pelo menos ter algo tangível escrito, então é por isso que fizemos isso. Para mim, pelo menos quando eu estou agora perguntado sobre isso e minha compreensão dele, agora eu tenho algo para se referir às pessoas. Assim como as pessoas me perguntam o que é "missional" ou quando eu escrevo sobre missional - agora eu posso ter uma fonte para mostrar pelo menos o que quero dizer com isto e outras que vêm missional desta forma. Em retrospecto, eu gostaria que tivesse feito isso com o termo "emergentes" antes que ficasse tão confuso. Portanto, estou contente por este está sendo feito agora que eu tenho uma fonte de saber a opinião das pessoas para o que quero dizer com o termo missional.
Os autores no presente "Missional Manifesto" são pessoas que eu respeito e confiança e estão nas igrejas missionárias e profissionais, por isso foi uma honra fazer parte deste grupo que promovem essa. Eu amo tanto o que Ed, Tim, Alan, Linda e os outros estão realmente fazendo estar imerso na missão se, de forma significativa. Nosso objetivo em trazer este Manfiesto Missional é incentivar e trazer clareza - ". Missional" para encorajar os crentes a viver uma vida missionária e para esclarecer o que queremos dizer quando usamos o termo Então espero que isso ajude e inspire aqueles que buscam uma definição e, mais importante a ser viver a vida missionária.
DAN KIMBAL.

É melhor que os ateus “evangelizem”

Postado por Pr Paulo Cézar , sábado, 14 de maio de 2011 sábado, maio 14, 2011


Eu não sou ateu. Nem cristão. Há dias em que acredito em Deus e há outros dias em que ele não me faz a menor falta, isso se ele não me atrapalha.
De qualquer modo, é bom avisar, fui educado numa família cristã pentecostal que, até hoje, frequenta o mesmo tipo de igreja que frequentava na época da minha infância. Sou uma ovelha desgarrada, como me chamam, sob um teto de cristãos.
Contudo, tenho grande respeito pela religião dos meus pais, pois eles a exercem com uma simplicidade e sinceridade que não é comum de se ver hoje. Congregam numa igreja do bairro em que o vencimento do pastor, acreditem, é de R$ 800,00. Esse pastor deles tem um carro velho que vive sendo explorado pelos próprios membros da igreja: eles sempre pedem que o pastor busque compras no supermercado ou leve alguma irmã reumática para fazer exames em algum posto do SUS.
Tudo o que eu disser aqui será apenas um reflexo distanciado da descrição de um ambiente extremamente simples onde meus pais vão “adorar a Deus”. Eu, particularmente, não aprovo, mas compreendo essas coisas de fé, pois eu já fui seguidor com cegueira que, nem de perto, se compara à breve catarata dos meus progenitores.
Mas há coisas que nem com o coração mais compreensivo somos capazes de aceitar. Por exemplo, a popular teologia de prosperidade. Ela é nociva “espiritual”, moral, e financeiramente. Há um parente meu que chegou a vender o guarda roupa velho da casa dele para cumprir um “desafio” que fez numa Igreja Universal. E esta nem é uma das histórias mais tristes de gente que acredita nessas coisas. Há casos dramáticos de dívidas, doenças e até mesmo de morte de pessoas que deram o tudo, que era muito pouco, pra uma igreja.
Eu tenho uma simpatia gigantesca pelos ateus. Talvez o sentimento não seja recíproco, mas eu não ligo. Eu gostaria muito de ver os ateus chegando primeiro aos ouvidos das massas, antes mesmo que um R. R. Soares ou um Valdemiro Santiago, ou um Silas Malafaia viesse com a solução mágica do céu. Eu sonho com o ateísmo vencendo a teologia da prosperidade e que a descrença venha para abater as falsas ideologias.
Não me preocupo com pessoas que  não creem em Deus. Problema sério é pessoas crendo num deus novo qualquer.
Por, Thiago Bomfim.

HOMOFOBIA: NÃO CABE AO CRISTÃO DISCRIMINAR

Postado por Pr Paulo Cézar , sábado, 7 de maio de 2011 sábado, maio 07, 2011


Além de não poder praticar nem dar seu aval à conduta sexual adulterina e à homossexual, o cristão precisa aprender a arte da convivência com aqueles que as praticam. 
Por ter se comprometido espontaneamente com Cristo ao se converter, o cristão é membro de uma comunidade cristã e responsável por seu comportamento e testemunho. Porém, ele não é retirado do mundo, da sociedade no meio da qual vive. 
Segundo Paulo, o cristão não deve ficar separado dos não-cristãos, que vivem a seu bel-prazer. 
Para viverem separados, os cristãos “teriam de sair deste mundo” (1Co 5.10, NTLH), atitude com a qual Jesus não concorda. 
Na oração sacerdotal do Cenáculo, Jesus é claro: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17.15, NTLH). 
Retirado do mundo, o cristão jamais seria “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mt 5.13-16).
Por uma questão de princípios, se o cristão não se retira da sociedade, ele tem de aprender a conviver com seus contemporâneos e vizinhos, sem se deixar influenciar ou enredar por eles. 
Convivência e conivência são coisas distintas: “convivência” é viver com outra pessoa; “conivência” é cumplicidade, colaboração, conluio.
Não cabe ao cristão discriminar, desprezar, odiar, maltratar, humilhar ou apedrejar o homossexual ou a lésbica, em uma sociedade em que há muitos outros desvios, como a injustiça, a avareza, o consumismo, a hipocrisia, a idolatria, o ódio, a vingança, a arrogância, a frivolidade e assim por diante. 
Cabe ao cristão conviver com todas essas pessoas, com temor e tremor, sem espírito de superioridade, reprovando todas essas coisas mais pela conduta do que pelas palavras.
O ensino de Paulo tem um valor imenso se o contexto for considerado. 
Não há concessão alguma ao desregramento sexual. 
No mesmo capítulo, o apóstolo é enfaticamente contrário à presença de certo indivíduo da comunidade cristã de Corinto que estava tendo relações com a mulher de seu pai (já morto ou não), provavelmente sua madrasta. 
Ele deveria ser temporariamente afastado dos privilégios da comunidade, até que sua natureza carnal fosse suplantada pela nova natureza (1Co 5.1-5). 
No capítulo seguinte, Paulo recorda que entre os membros fundadores da comunidade cristã havia ex-homossexuais ativos e ex-homossexuais passivos, bem como muitos outros ex-isto-e-aquilo (1Co 6.9-11).
Na comunidade, o critério seria um; na sociedade, seria outro. Não se pode exigir que o não-cristão se comporte como cristão, mas é lícito exigir que o cristão se comporte como cristão.

Por Elben M. Lenz César, Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato onde o texto foi publicado originalmente.

DEUS DE BATOM

Postado por Pr Paulo Cézar , terça-feira, 3 de maio de 2011 terça-feira, maio 03, 2011


Em 1945, um grupo de soldados britânicos libertou do poderio germânico um campo de concentração chamado Bergen-Belsen. 
Um deles, o tenente-coronel Mercin Willet Gonin, condecorado pelo exército inglês com a Ordem do Serviço Distinto, relatou em seu diário o que foi encontrado ali.
Sou incapaz de uma descrição apropriada do circo de horrores em que meus homens e eu haveríamos de passar o mês seguinte da nosa vida. O lugar é um deserto inóspito, desprotegido como um galinheiro. 
Há cadáveres espalhados por todo lado, alguns em pilhas enormes, às vezes isolados ou pares no mesmo local em que caíram. Levei algum tempo para me acostumar a ver homens, mulheres e crianças tombarem ao passar por eles. Sabia-se que 500 deles morreriam por dia e que outros 500 ao dia continuariam morrendo durante semanas antes que alguma coisa que estivesse ao nosso alcance fazer causasse algum impacto. De qualquer forma, não era fácil ver uma criança morrer sufocada pela difteria quando se sabia que uma traqueostomia e alguns cuidados a teriam salvado. Viam-se mulheres se afogarem no próprio vômito porque estavam fracas demais para se virar de lado, homens comendo vermes agarrados a meio pedaço de pão pelo simples fato de que precisavam comer vermes se quisessem sobreviver e, depois de algum tempo, eram incapazes de distinguir uma coisa da outra. Pilhas de cadáveres, nus e obscenos, com uma mulher fraca demais para ficar de pé se escorando neles enquanto preparava sobre uma fogueira improvisada a comida que havíamos dado a ela; homens e mulheres agachados por toda parte a céu aberto, aliviando-se. Em uma fossa de esgoto boiavam os restos de uma criança.
Pouco depois que a Cruz Vermelha britânica chegou, embora talvez sem ter nenhuma relação esse fato, chegou também uma grande quantidade de batom. Não era em absoluto o que queríamos. Clamávamos por centenas e milhares de outras coisas. Não sei quem pediu batom. Gostaria muito de descobrir quem fez isso; foi um golpe de gênio, de habilidade pura e natural. Creio que nada contribuiu mais para aqueles prisioneiros de guerra que o batom. A mulheres se deitaram na cama sem lençol e sem camisola, mas com os lábios escarlates. Podia-se vê-las perambulando por todo lado sem nada, a não ser um cobertor em cima dos ombros, mas com os lábios bem vermelhos. Vi uma mulher morta em cima da mesa de autópsia cujos dedos ainda agarravam um pedaço de batom. Enfim alguém fizera algo para torná-las humanas de novo. Eram gente, não mais um simples número tatuado no braço. Enfim, podiam se interessar pela própria aparência. 
O batom começou a lhes devolver a humanidade.
Porque, às vezes, a diferença entre o céu e o inferno pode ser um pouco de batom.
[Extraído do livro DEUS E SEXO, de Rob Bell, Editora Vida, 2010]

DISCIPULADO RADICAL.

Postado por Pr Paulo Cézar , quinta-feira, 28 de abril de 2011 quinta-feira, abril 28, 2011



Sou parte da fraternidade dos que não se envergonham. Tenho o poder do Espírito Santo.
A sorte foi lançada. Ultrapassei a linha. A decisão foi feita — sou discípulo dele. 
Não olharei  para trás, não darei trégua, não diminuirei o ritmo, não retrocederei e não ficarei parado. 
Meu passado está redimido, meu presente faz sentido, meu futuro está assegurado. 
Não agüento mais essa vida medíocre, andar por vista, joelhos macios, sonhos sem cor, visões amansadas, conversa mundana, doação barata e alvos minimizados. 
Não mais preciso de proeminência, prosperidade, posição, promoções, aplausos ou popularidade. 
Não tenho que estar certo, ser o primeiro, o maioral, reconhecido, louvado, querido ou premiado. 
Vivo agora pela fé, reclino-me na sua presença, ando por paciência, sou elevado pela oração e obro com poder. 
Meu rosto está decidido, minha marcha é acelerada, meu alvo é o céu, meu caminho é estreito, minha estrada acidentada, meus companheiros poucos, meu Guia confiável, minha missão clara. 
Não posso ser comprado, dissuadido, desviado, seduzido, mudado de rumo, iludido ou atrasado. 
Não recuarei diante do sacrifício, não hesitarei na presença do inimigo, não me entregarei aos valores da popularidade e não perambularei no labirinto da mediocridade. 
Não desistirei, não me calarei e não darei trégua até que
tenha permanecido, acumulado, orado, pago à vista e pregado à última medida por causa de Cristo. 
Sou discípulo de Jesus. 
Devo ir até que ele venha, doar-me até esgotar-me as forças, pregar tudo o que sei, e trabalhar até que ele me pare. 
E, quando ele vier por si mesmo, não terá problema em me reconhecer...  minha bandeira estará clara.

Nota encontrada no escritório de um jovem pastor do Zimbabwe, na África, depois de
seu martírio pela fé em Cristo.