É inegável que na sua essência os contos de fadas cumprem um papel relevante. Eles podem ser vistos como pequenas obras de arte, pois são capazes de nos envolver em seu enredo, instigar a mente e comover com a sorte de seus personagens. Causam impactos na pisque porque tratam das experiências cotidianas e permitem que nos identifiquemos com as dificuldades, tristezas e alegrias de seus heróis cujos feitos narrados expressam, em suma, a condição humana frente às provações da vida.
Ampliando assim, os significados apreendidos ou substituindo-os por outros mais eficientes, conforme as necessidades do momento.
Portanto, não há momento mais apropriado como hoje para nos valermos de um conto de fadas, para buscar significados, e propósitos para a Igreja pós-pós-moderna. Percebendo que esta Igreja está perdendo o seu brilho e sabor, como luz do mundo e sal da terra.
No conto “Branca de Neve e os sete anões” desperta a curiosidade para desvendar o que está por trás desses personagens encantadores e revelar significados para Igreja hoje.
Revisitando minhas lembranças encontro uma frase. “A Igreja de hoje não tem coragem de se olhar no espelho”.
No conto da Branca de Neve, a madrasta (bruxa) olha-se no espelho e se ver linda mais é autoritária não respeitando idéias contrárias, não amando, não cuidando do outro.
Essa madrasta traduz arquetipicamente os perigos dos caminhos e das provações, revelando-se como bruxa perdida por está presa á vaidades, na busca da beleza eterna, mesmo que em seguida contemplassem a beleza da branca de neve.
Como bruxa malvada o desejo e de acabar com essa beleza, se consciente ou inconsciente quem saberá. O que sabemos e que existe uma Igreja linda, uma princesa á espera de seu príncipe. Esta beleza estar sendo usurpada por uma quantidade imensurável de homens que esqueceram o amor verdadeiro, a simplicidade e a beleza de princesa, para se envaidecer nos seus potentados, levando uma vida de luxuria e glamour.
Não podemos esquecer que entre a bruxa e a princesa estão outros personagens que não permitiram que a jovialidade, a beleza o poder e a força desbravadora da Igreja venham sucumbir em meio a tantas tramas e conchavos que superficialmente chegam ao nosso conhecimento, quando não de forma bem explícita.
Com olhar humano seria inconcebível que criaturas de baixa estatura, pequeninos homens sem muita força física (sete anões), mais representando o núcleo orientador, capaz de nos levar de volta ao inicio do caminho.
Porque essa densa floresta onde nos perdemos na busca da verdade. Esses pequeninos devem representar o trabalho das nossas entranhas. E venham a enfrentar tão grandes feras, aqueles que se apoderaram da princesa e á acometeram com grande enfermidade, que podemos chamar de novas teo-filosofias e antigas eclesiologias.
Usurpadores da fé revelando um novo Deus a cada dia, através de pensamentos fragmentados. Onde esses mesmo homens deveriam ser colocados para fora de seus púlpitos debaixo de chicote. Que os pequeninos homens e mulheres que oram e buscam a libertação e restauração de sua princesa (IGREJA), encontre forças suficientes para devolver-lhe a vida.
Enquanto isso a bruxa mantém o seu status quo, a sua segurança, a sua aristocracia palaciana, no conforto das suas vaidades, usando seus súditos como massa e manobra de manipulação para seus próprios benefícios.
A pergunta que deve ser feita é quem ficará do lado dos mais fracos, dos pequeninos homens, onde estes - pelo desejo de ver a restauração da saúde de sua princesa, são capazes de arriscar suas vidas, indo de encontro às muralhas de um castelo, construído e fortificado, para enclausurar dogmas pessoais impenetráveis esses são irredutíveis em suas posições.
A esperança existe e deve continuar existindo a princesa não continuará adormecida com essas teologias que envaidecem seus autores. Como no conto a princesa após pagar o preço da sua ingenuidade, acabará por renascer de sua morte simbólica.
Nos braços de seu príncipe, reavivada e forte com seus pequeninos homem, disposta agora a ser e viver verdadeiramente um reino, mas não aquele reino onde quem reinava era a bruxa malvada, mais sim a bela princesa e o seu príncipe revelando um novo reino - o de Deus.
Por Pr Paulo Cézar.
Lutero em uma das suas mais famosas mensagens faz uma declaração que podemos julgar no mínimo polêmica. Falando de sua visão sobre a igreja e seus pregadores, ele faz uma crítica pesada aos clérigos que corrompiam a mensagem de Cristo, com isso, induzindo e prejudicando o povo, leiamos um trecho desta mensagem de Martin Lutero (Estevão):
"O guarda de um bordel público é menos pecador que o pregador que não entrega o verdadeiro Evangelho, e o bordel não é tão ruim assim como a igreja do falso pregador. Mesmo se o proprietário do bordel prostituísse diariamente virgens, esposas religiosas e freiras — por mais terrível e abominável que sejam tais coisas —, ele não seria pior nem causaria mais dano que esses pregadores."
Uma das maiores dificuldades que enfrenta uma pessoa que rompe com a religião, é, com certeza, se libertar da auto-programação que fica impressa na alma. Por mais que consigamos modificar a conduta ou ambiente, fica na alma destes um sentimento de culpa que atormenta a consciência com coisas banais como ficar um domingo sem freqüentar uma comunidade, ou a cobrança da obrigação de ter de participar de alguma organização religiosa. Na grande maioria das igrejas protestantes percebe-se que mesmo com o passar dos anos, os efeitos da reforma nunca se concretizaram, anulando os dogmas. Subjetivamente eles seguem se perpetuando pelas vielas obscuras dos templos, reerguendo as velhas estruturas, coagindo os fiéis. Os dogmas são reavivados em formas mais criativas e coloridas, mas possuem os mesmos efeitos corruptores que dignificam a sua natureza maligna. Dentre estes posso citar um que considero o pior, que é o “fora da Igreja não há salvação”.
Grande parte destes cristãos que foram estuprados por estas igrejas corruptoras não conseguem lidar com estes dogmas subjetivos e acabam por cair em um caminho de autodestruição e culpa. Seja ao serem empurrados para o abismo por outros fiéis ou abandonados em uma solidão exclusa, são consumidos por fantasmas de acusação que absorvem toda a nobreza da mensagem libertadora de Cristo. Partindo deste ponto de vista podemos entender com maior clareza o argumento de Lutero quando aponta um cabaré como mais justo do que uma igreja corrupta.
Um cabaré até pode nos atolar em um mar de autodestruição, mas ainda assim ele deixa a possibilidade do arrependimento, enquanto uma igreja corrupta envenena a alma com falsas verdades que corrompem a pureza da mensagem de Cristo. Com certeza o propósito de Cristo não foi nos tornar andróides que seguem uma matriz modelo, criada por uma religião dogmática. A falsa mensagem empacota, diminui, embaça o brilho da proposta libertadora de vida que Cristo propõe. Ela resume a vida cristã em meras liturgias e reuniões, afastando as pessoas do verdadeiro lugar de culto, que acontece no interior de cada discípulo.
Vivemos em um tempo de trevas em meio à igreja evangélica, pois claramente podemos dizer que os cabarés se converteram em lugares de maior aconchego e misericórdia do que a maioria dos ambientes evangélicos. Os cabarés são mais humanos, neles se encontram pessoas carentes de perdão e redenção, um lugar onde a possibilidade de se fazer amigos mais sinceros do que na grande maioria das igrejas que segregam e promovem a exclusão do diferente. Se hoje nossas igrejas se tornaram piores do que os cabarés, talvez não seria este o momento de torna-lás verdadeiros cabarés atraindo os piores tipos na esperança de pouco de perdão para nós?
Leandro Barbosa
1. Autoridade: Como uma revelação sobre a natureza de Deus, só podemos compreender verdadeiramente a missão de Deus por aquilo que é revelado através das Escrituras. Portanto, nossa compreensão da missio Dei e a Igreja missionária deve sempre ser dirigida e moldada por, e não pode ser contrária, Palavra revelada de Deus nas Escrituras.
2. Evangelho: Afirmamos que Deus, que é mais santo do que podemos imaginar, olhou com compaixão para a humanidade composta de pessoas que são mais pecadores que nós vamos admitir e enviou Jesus para a história para estabelecer o Seu reino e reconciliar as pessoas e consigo o mundo. Jesus, cujo amor é mais extravagante do que podemos medir, deu a Sua vida como uma morte substitutiva na cruz e foi ressuscitado fisicamente, assim, propiciar a ira de Deus. Através da graça de Deus, quando uma pessoa se arrepende de seus pecados, confessa o Messias, o Senhor, e acredita na Sua ressurreição, eles ganham o que a Bíblia define como vida nova e eterna. Todos os crentes são então reunidos na igreja, uma comunidade de aliança de trabalho como "agentes de reconciliação" para proclamar e viver o evangelho.
3. Reino: Afirmamos que o evangelho é a boa notícia do Reino de Deus. O Reino é a regra ativa e abrangente de Deus sobre sua criação. O reinado soberano de Deus traz a justiça (relacionamento correto com Deus, aos outros e de criação), a justiça restaura, e traz a cura para um mundo quebrado. O Reino de Deus foi inaugurado, mas ainda é "ainda não". Não será totalmente revelado até que Jesus volte. A igreja, nascido na esteira do reino, serve como um agente do Rei no "já e ainda não" do Reino de proclamar e difundir o Evangelho e viver as suas implicações.
4. Missão: Nós afirmamos que a Missio Dei é a missão do Deus trino para glorificar a Si mesmo. Deus faz neste mundo, redimindo o homem pecador e, no futuro, restaurando a criação corrompida. O Pai enviou seu Filho para realizar este resgate e envia o Espírito para que aplique esta redenção aos corações dos homens e mulheres. Incluído na missão de Deus é a Eclésia Missio qual Ele capacita a igreja para um testemunho e um serviço que leva a testemunha. Os crentes são chamados a compartilhar o evangelho com as pessoas para que elas possam vir a conhecer Cristo. Mover-se de Deus, através da igreja, para o mundo, os resultados da obra redentora de Deus em pessoas de toda tribo, língua e nação de responder ao longo da vida na adoração de Deus. Em última análise, a Missio Dei vai abranger toda a criação, quando Deus cria um novo céu e nova terra.
5. Igreja: A Igreja é sinal e instrumento do Reino de Deus, nascido do Evangelho do Reino e com a missão do Reino. A igreja é uma comunidade de aliança de crentes imperfeita, mas redimiu que vivem em nosso mundo. Os seguidores de Cristo não vive a sua missão de forma isolada, mas sim o Espírito de Deus envolve os crentes em comunidades cristãs locais, ou seja, igrejas. É na e pela comunidade como a sua missão no mundo é reforçada.
6. Cristocêntrica: Nós acreditamos que Jesus é o centro do plano de Deus. Por extensão, a igreja como o corpo de Cristo é o meio principal da missão de Deus para o Seu mundo. Afirmamos que enquanto o trabalho e a presença de Deus não se limita à igreja, não obstante a proclamação do evangelho de Cristo vem através da igreja e os crentes em todos os lugares. Os membros da igreja, vivendo pelo poder do Espírito Santo, estão sendo conformados à semelhança de Cristo em suas atitudes e ações.
7. Discípulo de decisões: Acreditamos que discipular as nações é o aspecto essencial da missão de Deus (Mateus 28:18-20). O evangelho conclama as pessoas a responder com fé e arrependimento para a boa notícia do Reino e em pelo poder do evangelho. O amadurecimento dos crentes é inerente ao trabalho da igreja inaugurou aqueles que colocam a fé em Jesus desde a infância espiritual para a maturidade espiritual (Colossenses 1:28). Isto significa que a igreja treina seus membros para serem líderes em ações de justiça e do ministério para os pobres, assim como viver as implicações de sua fé nos negócios, nas artes, na política, na academia, no lar, e em toda a vida. Como a igreja faz discípulos, ele prepara-los para levar sua fé para suportar em cada área de sua vida, privada e pública.
8. Dualidade: Nós acreditamos que a missão e a responsabilidade da igreja inclui tanto a proclamação do Evangelho e a sua demonstração. De Jesus, aprendemos que a verdade deve ser proclamada com autoridade e vivida com graça. A igreja deve estar constantemente a evangelizar, responder com amor às necessidades humanas, assim como "procurar o bem da cidade" (Jeremias 29:7). Ao viver as implicações do evangelho, a igreja missionária oferece uma defesa verbal e um exemplo vivo de seu poder.
9. Universalidade: Nós acreditamos que a missão de Deus e, portanto, a missão de seu povo, se estende a todo povo, nação, tribo, e língua, com pessoas de todo gênero, idade, escolaridade, posição social e crença religiosa (ou falta dela). Assim, uma igreja missionária que intencionalmente abraçar a diversidade local e irá cruzar as barreiras sociais, culturais e geográficas, como agentes da Missio Dei. A missão de Deus, além disso, universalmente engloba todos os aspectos da vida: pessoal, familiar, social, cultural e econômico. Esta é fundamentada na autoridade universal e senhorio de Jesus Cristo.
10. Aplicação: Acreditamos que a missão da Igreja continua na multiplicação e maturação dos seguidores de Cristo (discipulado), aumentando o número de congregações (plantação de igrejas) dedicada ao reino de Deus (que vivem sob o seu senhorio), estendendo-se a fama de Deus por toda a terra (adoração), e fazer o bem em nome de Cristo (as obras de misericórdia).
PREÂMBULO.
Posto aqui mais um texto interessante para a compressão da “Mision Dei” escrito por Dan Kimball e outros articulistas espero que gostem.
Deus é um Deus de envio, um Deus missionário, que chamou o Seu povo, a igreja, para serem agentes missionária de Seu amor e glória. O conceito missional sintetiza esta idéia. Este manifesto visa servir a igreja, clarificando a sua vocação e ajudá-la teologicamente compreender e vivem praticamente a missão de Deus no mundo de hoje. Embora seja dito com frequência que "a igreja de Deus tem uma missão", segundo a teologia missionária, uma expressão mais precisa é "missão de Deus tem uma igreja" (Efésios 3:7-13).
Um dos objetivos da teologia é a salvaguarda do significado das palavras, a fim de manter a verdade e articular uma visão bíblica do mundo dentro da comunidade de fé. Resgatando a integridade da palavra missional é especialmente crítico. Não é nossa intenção (ou dentro de nossas possibilidades) para definir palavras para os outros, mas nós pensamos que é útil para descrever e definir a forma como estamos usando o termo e para convidar outras pessoas a fazerem o mesmo. A biblicamente fiel compreensão, missionária de Deus e da igreja é essencial para o avanço do nosso papel na sua missão e, assim, o dinamismo do cristianismo no mundo.
É preciso primeiro ter claro o que não significa missional. Missional não é sinônimo de movimentos tentando contextualizar culturalmente o cristianismo, implementar o crescimento da igreja, ou se engajar em ações sociais. O missionário da palavra pode abranger todos os itens acima, mas não está limitado a qualquer um destes.
Compreender adequadamente o significado da missão começa com o reconhecimento da natureza missionária de Deus. O Pai é a fonte da missão, o Filho é a personificação dessa missão, e a missão é feito no poder do Espírito. Por natureza, Deus é o "envio de um" que inicia o resgate de sua criação. Jesus sempre falou de si mesmo como sendo "enviado" no evangelho de João e, posteriormente, comissionou seus discípulos para este mesmo fim (João 17:3, 8, 18, 21, 23, 25). Como o "enviado" povo de Deus, a igreja é o instrumento da Sua missão (João 20:21).
Uma sólida base no Evangelho, á obediência a Cristo e a postura para o mundo são componentes críticos para os indivíduos e as igrejas vivam missionalmente. Uma comunidade missionária é uma missão que considera como o impulso a sua origem e princípio organizador (Atos 1:8). Ele toma decisões nesse sentido, acreditando que Cristo envia os Seus seguidores no mundo, assim como o Pai O enviou ao mundo.
A Igreja, portanto, devidamente encoraja todos os crentes a viver a sua vocação principal como embaixadores de Cristo (2 Coríntios 5:20) para aqueles que não conhecem Jesus. O ministério da reconciliação é aplicável tanto a sua cultura nativa e no ministério transcultural todo o mundo. Nesse sentido, todo crente é um missionário enviado pelo Espírito para uma cultura não-cristã ativando toda a sua vida na busca de participar mais plenamente na missão de Deus.
Missional representa uma mudança significativa na forma como entendemos a igreja. Como o povo de um Deus missionário, estamos confiados a participar do mundo da mesma forma que Ele faz, comprometendo-se a ser Seus embaixadores. Missional é a perspectiva de ver as pessoas como Deus faz e para exercer a atividade de alcançá-los. A Igreja em missão é a Igreja como Deus planejou.
Definir o que entendemos por "missional" é importante
As definições são importantes. Especialmente ao longo dos últimos anos tenho visto palavras como "salvação", "inspiração", "inferno", "evangelho" centrista "caminho" “ evangélicos ", tudo isso significa muitas coisas diferentes dependendo de quem você perguntar. Descobri que já não posso apenas supor como alguém define que a palavra é a mesma de como posso defini-lo. Até que você sonda para descobrir o que uma pessoa significa especificamente por uma palavra, você simplesmente não sabe. Então, ele fica confuso e até mesmo surpreendente, às vezes.
A "igreja emergente", termo que foi popular há quase uma década agora, certamente tem certa confusão como ele desenvolveu várias definições e significativas diferenças teológicas. Assim muitos de nós parou de usá-lo por causa da confusão. Até certo ponto o que está acontecendo com a palavra "missional". Eu sei como eu tenho sondado algumas definições ou práticas daqueles que usam o termo - Eu descobri que pode significar muitas coisas diferentes. A palavra em si precisa de definição, porque se houver uma "missão" não missionária, é necessário que haja algum tipo de métrica de medição para ver se a missão é ainda transmitida com sucesso.
Assim, algumas definição é necessária para descrever o que você quer dizer quando você usa esse termo.
Nos últimos anos Ed Stetzer, Alan Hirsch, Tim Keller, Bergquist Linda, eu e alguns outros em forma de uma definição, pelo menos, o modo como pensamos o termo "missional". Eu sei que haverá outros que não vêem necessariamente missional definido desta maneira. Por nós escrever isto, não significa que estamos fazendo uma reclamação sobre a definição de missional. Eu imagino que há outros que têm definições diferentes e tantas pessoas incrivelmente missional lá fora, que pode escrever definições maravilhoso. Mas alguns de nós queria pelo menos ter algo tangível escrito, então é por isso que fizemos isso. Para mim, pelo menos quando eu estou agora perguntado sobre isso e minha compreensão dele, agora eu tenho algo para se referir às pessoas. Assim como as pessoas me perguntam o que é "missional" ou quando eu escrevo sobre missional - agora eu posso ter uma fonte para mostrar pelo menos o que quero dizer com isto e outras que vêm missional desta forma. Em retrospecto, eu gostaria que tivesse feito isso com o termo "emergentes" antes que ficasse tão confuso. Portanto, estou contente por este está sendo feito agora que eu tenho uma fonte de saber a opinião das pessoas para o que quero dizer com o termo missional.
Os autores no presente "Missional Manifesto" são pessoas que eu respeito e confiança e estão nas igrejas missionárias e profissionais, por isso foi uma honra fazer parte deste grupo que promovem essa. Eu amo tanto o que Ed, Tim, Alan, Linda e os outros estão realmente fazendo estar imerso na missão se, de forma significativa. Nosso objetivo em trazer este Manfiesto Missional é incentivar e trazer clareza - ". Missional" para encorajar os crentes a viver uma vida missionária e para esclarecer o que queremos dizer quando usamos o termo Então espero que isso ajude e inspire aqueles que buscam uma definição e, mais importante a ser viver a vida missionária.
DAN KIMBAL.
Eu não sou ateu. Nem cristão. Há dias em que acredito em Deus e há outros dias em que ele não me faz a menor falta, isso se ele não me atrapalha.
De qualquer modo, é bom avisar, fui educado numa família cristã pentecostal que, até hoje, frequenta o mesmo tipo de igreja que frequentava na época da minha infância. Sou uma ovelha desgarrada, como me chamam, sob um teto de cristãos.
Contudo, tenho grande respeito pela religião dos meus pais, pois eles a exercem com uma simplicidade e sinceridade que não é comum de se ver hoje. Congregam numa igreja do bairro em que o vencimento do pastor, acreditem, é de R$ 800,00. Esse pastor deles tem um carro velho que vive sendo explorado pelos próprios membros da igreja: eles sempre pedem que o pastor busque compras no supermercado ou leve alguma irmã reumática para fazer exames em algum posto do SUS.
Tudo o que eu disser aqui será apenas um reflexo distanciado da descrição de um ambiente extremamente simples onde meus pais vão “adorar a Deus”. Eu, particularmente, não aprovo, mas compreendo essas coisas de fé, pois eu já fui seguidor com cegueira que, nem de perto, se compara à breve catarata dos meus progenitores.
Mas há coisas que nem com o coração mais compreensivo somos capazes de aceitar. Por exemplo, a popular teologia de prosperidade. Ela é nociva “espiritual”, moral, e financeiramente. Há um parente meu que chegou a vender o guarda roupa velho da casa dele para cumprir um “desafio” que fez numa Igreja Universal. E esta nem é uma das histórias mais tristes de gente que acredita nessas coisas. Há casos dramáticos de dívidas, doenças e até mesmo de morte de pessoas que deram o tudo, que era muito pouco, pra uma igreja.
Eu tenho uma simpatia gigantesca pelos ateus. Talvez o sentimento não seja recíproco, mas eu não ligo. Eu gostaria muito de ver os ateus chegando primeiro aos ouvidos das massas, antes mesmo que um R. R. Soares ou um Valdemiro Santiago, ou um Silas Malafaia viesse com a solução mágica do céu. Eu sonho com o ateísmo vencendo a teologia da prosperidade e que a descrença venha para abater as falsas ideologias.
Não me preocupo com pessoas que não creem em Deus. Problema sério é pessoas crendo num deus novo qualquer.
Por, Thiago Bomfim.