IGREJA: Bruxa, Princesa e Anões...

Postado por Pr Paulo Cézar , sexta-feira, 27 de maio de 2011 sexta-feira, maio 27, 2011


É inegável que na sua essência os contos de fadas cumprem um papel relevante. Eles podem ser vistos como pequenas obras de arte, pois são capazes de nos envolver em seu enredo, instigar a mente e comover com a sorte de seus personagens. Causam impactos na pisque porque tratam das experiências cotidianas e permitem que nos identifiquemos com as dificuldades, tristezas e alegrias de seus heróis cujos feitos narrados expressam, em suma, a condição humana frente às provações da vida. 
Ampliando assim, os significados apreendidos ou substituindo-os por outros mais eficientes, conforme as necessidades do momento.
Portanto, não há momento mais apropriado como hoje para nos valermos de um conto de fadas, para buscar significados, e propósitos para a Igreja pós-pós-moderna. Percebendo que esta Igreja está perdendo o seu brilho e sabor, como luz do mundo e sal da terra.
No conto “Branca de Neve e os sete anões” desperta a curiosidade para desvendar  o que está por trás desses personagens encantadores e revelar  significados para Igreja hoje.
Revisitando minhas lembranças encontro uma frase.  “A Igreja de hoje não tem coragem de se olhar no espelho”.
No conto da Branca de Neve, a madrasta (bruxa) olha-se no espelho e se ver linda mais é autoritária não respeitando idéias contrárias, não amando, não cuidando do outro. 
Essa madrasta traduz arquetipicamente os perigos dos caminhos e das provações, revelando-se como bruxa perdida por está presa á vaidades, na busca da beleza eterna, mesmo que em seguida contemplassem a beleza da branca de neve.
Como bruxa malvada o desejo e de acabar com essa beleza, se consciente ou inconsciente quem saberá. O que sabemos e que existe uma Igreja linda, uma princesa á espera de seu príncipe. Esta beleza estar sendo usurpada por uma quantidade imensurável de homens que esqueceram o amor verdadeiro, a simplicidade e a beleza de princesa, para se envaidecer nos seus potentados, levando uma vida de luxuria e glamour.
Não podemos esquecer que entre a bruxa e a princesa estão outros personagens que não permitiram que a jovialidade, a beleza o poder e a força desbravadora da Igreja venham sucumbir em meio a tantas tramas e conchavos que superficialmente chegam ao nosso conhecimento, quando não de forma bem explícita.
Com olhar humano seria inconcebível que criaturas de baixa estatura, pequeninos homens sem muita força física (sete anões), mais representando o núcleo orientador, capaz de nos levar de volta ao inicio do caminho.
Porque essa densa floresta onde nos perdemos na busca da verdade. Esses pequeninos devem representar o trabalho das nossas entranhas. E venham a enfrentar tão grandes feras, aqueles que se apoderaram da princesa e á acometeram com grande enfermidade, que podemos chamar de novas teo-filosofias e antigas eclesiologias.
Usurpadores da fé revelando um novo Deus a cada dia, através de pensamentos fragmentados. Onde esses mesmo homens deveriam ser colocados para fora de seus púlpitos debaixo de chicote. Que os pequeninos homens e mulheres que oram e buscam a libertação e restauração de sua princesa (IGREJA), encontre forças suficientes para devolver-lhe a vida.
Enquanto isso a bruxa mantém o seu status quo, a sua segurança, a sua aristocracia palaciana, no conforto das suas vaidades, usando seus súditos como massa e manobra de manipulação para seus próprios benefícios.
A pergunta que deve ser feita é quem ficará do lado dos mais fracos, dos pequeninos homens, onde estes - pelo desejo de ver a restauração da saúde de sua princesa, são capazes de arriscar suas vidas, indo de encontro às muralhas de um castelo, construído e fortificado, para enclausurar dogmas pessoais impenetráveis esses são irredutíveis em suas posições.
A esperança existe e deve continuar existindo a princesa não continuará  adormecida com essas teologias que envaidecem seus autores. Como no conto a princesa após pagar o preço da sua ingenuidade, acabará por renascer de sua morte simbólica.
Nos braços de seu príncipe, reavivada e forte com seus pequeninos homem, disposta agora a ser e viver verdadeiramente um reino, mas não aquele reino onde quem reinava era a bruxa malvada, mais sim a bela princesa e o seu príncipe revelando um novo reino - o de Deus.
Por Pr Paulo Cézar.

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